15 Setembro 2005

VESTIDO NOVO


Pelo que já caminhamos, era para estarmos mais longe. Mas por causa de nossos velhos hábitos e ações, estamos parados no meio da estrada. Queremos o novo, sim. Como o queremos!!! Mas permanecemos com a velha estrutura. E, fala sério: Deus não derramará o novo na velha estrutura – ela não agüentaria!

É por isso que quero um vestido novo! Estampado! Cheio das cores!!! Bem alegre! Vermelho, amarelo, laranja, azul, verde, branco, preto, pink, roxo (que tá na moda!). Bonito que só vendo! Pra quê? Hora bolas! Pra sair por aí, toda prosa, cheia das novidades. Nos trinques! Pra fazer um tour por "Sun Paulo", entrar na Daslu, ser tratada como milionária e ter as coleções "chiquerrerrérrimas" aos meus pés... Só pra olhar com cara de nojo, deixar boquiabertas as idiotas das vendedoras com a minha esnobação e ir comprar um vestidinho básico na Colcci. Mas tem que ser estampado. Estampado! Afinal...

"É primavera... te amo... é primavera... te amo... meu amor...."

Mas que história de vestido novo é essa???? Explicações com o meu irmão, outro cheio das novidades, idéias infinitas e, pasmem, cumpridor de suas promessas. Acho que sou a ovelha negra da família. Mas isso não importa no momento. O vestido novo foi idéia do meu irmão e pronto! Do meu irmão JC. Olha o que Ele disse e Lucas registrou. Tá lá no livrão sagrado:

"(...) Ninguém tira um pedaço de um vestido novo para o coser em vestido velho; do contrário, não somente rasgará o novo, mas também o pedaço do novo não condirá com o velho. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo romperá os odres e se derramará, e os odres se perderão; mas vinho novo deve ser deitado em odres novos. E ninguém, tendo bebido o velho, quer o novo; porque diz: O velho é bom."
(Lucas 5:36-37)

Por isso quero um vestido novo!É tudo de bom! O velho tá surrado, batido... velho! Puído! Gosto dele, velho de guerra. Mas quero outro! Novo! Bonito! Melhor! E estampado! Mudar pra quê? Pra quê mudar? Tenho lá cara de mendiga? Eu, hein! Sou uma lady, uma dama! Princesa ou rainha? Não sei. Só não sou mendiga! Isso não!!! Andar com trapo enquanto o dinheiro me possibilita comprar o novo? Eu, hein! Tá doido? Eu te conheço?!!???

Querer o vestido novo é uma atitude positiva diante da vida sabia? Quero mudar de roupa pra receber o melhor! Eu posso nem saber que "melhor" é esse, mas pode crer, meu brother JC sabe! E ele deixou subtendido que o amor, o zelo e a bondade do nosso PAI não nos permite receber o novo estandocom roupas velhas, surradas, estruturas arcaicas, velhacas de marré-marré... elas não combinam com o novo. Viu? Deus é fashion!!! Cheio das tendências... Estiloso e estilista que só Ele! Sempre inovandor...

Quanto a você... bom... se quiser continuar do jeito que tá, fique com o velho. No have problem, brother! Já se acostumou com ele mesmo, né? fazer o quê??? Só tem uma coisa: você nunca saberá como é fazer diferente algo que sempre fez... ou que nunca experimentou. Isso, só com o novo! E nem tente colocar esse novo na velha estrutura: ela arrebenta e lhe leva junto!

Eita Deus bom, sô! E tem gente que ainda diz que Ele tá lá no céu, "brincando de gangorra no playgroung, com os santos que já foram homens de pecado..." É Zeca Baleiro, essa tua música diz muitas verdades (realmente diz!), mas cara, numa boa, essa parte destoou. Deus tem mais o que fazer do que ficar perdendo tempo brincando de gangorra no playground celestial. E olha que o cara vive na Eternidade. Pra tu veres, Zeca! Se Ele age assim, remindo o tempo, "nós tamo" é frito deixando os dias passarem em branco. Ô derrota!!!
Então...Eu quero um vestido novo!!!!!!!!!! Estampado!!!!!!!!!!!!!!

Os insights sobre velha e nova estrutura foram trazidos pela minha discipuladora para o nosso grupo. E eles deram o start, confirmando algumas conversas íntimas que ando tendo com Papai do Céu ultimamente.

Taí o post crente, meus povo e minhas pova! Às avessas, mas taí! Agora larga a mão de ser preguiçoso(a) e comenta. Quero saber se vocês vão pro Louvre ou lá pro Museu de Arte Moderna (MAM). Calma! Só "tô" brincando com as palavras... fazendo gênero...

14 Setembro 2005

UM LIVRO

“Dames et monsieurs... Rio de Janeiro, Brasil... Air France... 657...

Camille Duchamps olhou para os letreiros dos vôos e suspirou com ar cansado. Era o seu. Finalmente! Levantou da poltrona onde estivera por quase duas horas, absorta em seus pensamentos. A ansiedade voltara. A mesma que a acompanhava desde o momento em que decidira fazer aquela viagem. Olhou para os lados e não viu ninguém conhecido no saguão do Charles de Gaulle. Ninguém viera despedir-se... Parecia que queriam vê-la distante de Paris, fato nada estranho se considerasse o que fizera.

Se aquela viagem não conseguisse por fim a uma obsessão de anos, pelo menos a afastaria da França por um período, livrando-a de maiores constrangimentos e confrontos com a família Diderot. E nada melhor do que o tempo para a cabeça esfriar e os ânimos arrefecerem.

Não! Não queria pensar nisso! Não agora que estava prestes a deixar a França para descobrir um mundo novo e, ao mesmo tempo, conhecido... que não saía de sua cabeça desde quando ouvira pela primeira vez a história da família Diderot e as aventuras de um de seus antepassados, Adrian, um pirata que embarcara em uma nau do século XVII em direção a novas e ricas terras no ocidente com objetivo de torná-las colônias francesas. Como ela saberia mais tarde, essas expedições tomaram novos rumos, como o de saquear pequenas cidades ao longo da costa e praticar o contrabando – principalmente em terras pertencentes a outros reinos, como Inglaterra, Portugal e Espanha.”


Esse é o trecho de um livro que estou tentando escrever. Tomara que o suco saia bom, porque quero colocar no liquidificador vários ingredientes: suspense, aventura, ambição, romance, vingança, intriga, traição... Uma ponte aérea entre três países: França, Brasil e Guiana Francesa. Já comecei minhas pesquisas. Querem saber um pouco sobre o roteiro? Vamos lá!

Camille, a minha heroína, tem uma história de vida interessante, que vai ser desvendada pouco a pouco. E quando todos pensarem que ela mordeu as iscas das ciladas, ela se mostra a própria cilada. Para todos.
Quando começa a narrativa, o pai de Camille tinha acabado de morrer. Na verdade, uma morte envolvida em mistérios - a família tenta, inclusive, culpar a moça pelas discussões que antecederam o ataque cardíaco de Albert Diderot. E, pela primeira vez, a “inofensiva” Camille se defende, surpreendendo os parentes. E não é que a “estúpida bastarda”, como a chamavam, tinha garras também?

A família Diderot era tradicional, mantinha a fachada de riqueza que a caracterizou por séculos, porém estava amargando em dívidas. Tinha apenas nome, status na alta sociedade francesa – era dona de uma das vinícolas mais famosas da França e, por causa disso, tinha um excelente relacionamento e trânsito junto aos organismos do governo e do comércio exterior do país. Os filhos de Albert com a aristocrática e arrogante Helène eram ambiciosos e colocaram no ralo o império construído pelo pai. E dariam tudo por dinheiro e poder.

Quem era Camille? Por hora, só posso adiantar que a minha heroína não é tão santa ou tão certinha quanto se espera das heroínas dos livros e filmes. Ela é filha bastarda de Albert Diderot com Claire, a mulher a quem o velho mais amara em seus 85 anos de vida. Bastarda, porém criada pela família do pai desde os seis anos, quando sua mãe morrera de leucemia. Foi a partir de então que ela deixou a sua casinha humilde no subúrbio de Paris para ir morar na mansão dos Diderot, um mundo que a forçou a defender-se ao seu modo, o único que encontrou para não seguir o destino nefasto traçado pelos Diderot – com exceção do pai Albert e do avô Bertran.

Eis o roteiro da minha história. Acho que vou publicar os capítulos por aqui mesmo. Criarei um link e vocês poderão acompanhar o livro passo a passo. O que acham da idéia?

01 Setembro 2005

LIBERDADE

Criei este espaço para ser verborrágica. Em todos os sentidos. OBA!!!! Sou mulher e adoro falar. De mim, isso é mais comum quando escrevo. As linhas e entrelinhas são minhas companheiras. As máscaras ficam no meio do caminho das palavras.
Agora posso dar vazão aos pensamentos com mais liberdade. Quem quiser ler os meus artigos, fique à vontade. Já aviso, e os amigos sabem, que eles costumam ser longos. Mas valem a pena. Verborrágica e nem um pouco modesta!
Em breve inaugurarei essas brancas páginas, que estão lincadas ao meu blog principal: www.sammeribeiro.blogspot.com